Bessegato convive em meio à música eletrônica desde 2012 e busca deixar um legado por onde passa. O jovem artista é residente da RADIOLA Records e participa ativamente dos eventos da gravadora com a intenção de sempre estar conectado com a energia que engloba a produção de uma festa.  

Entre esses anos se profissionalizando como DJ, o artista, que já se graduou como engenheiro de áudio, teve a oportunidade de tocar em grandes eventos da RADIOLA como Miami Music Week, Ilha de Lost, Jardim Elétrico e Sonido Profundo, além de clubs como Club VibeDanghai Club e USINA 5. 

Sem mais delongas, vamos conferir o bate-papo que tivemos?  

Lara: Oi Bessegato! Antes de tudo, obrigado por disponibilizar um tempo para conversar conosco. Desde que entrou no mundo da música, você teve uma grande evolução devido ao seu esforço. Quais mudanças você sentiu desde o início da sua jornada? 

Bessegato: Olá Lara, primeiramente obrigado pelo convite!! Pois então, com a música eletrônica já fazem sete anos de envolvimento. Lembro das primeiras vezes que toquei no Quintal do Itupava para nem 15 pessoas (risos). Mas graças a Deus e as oportunidades que aproveitei, muita coisa vem dando certo na minha vida profissional. Acho que a principal lição que aprendi nesse caminho que venho trilhando, é que as pessoas devem fazer tudo que está no alcance delas. Trabalhar com música e festa é muito diferente do mercado convencional, não existe um manual ou uma regra te explicando o que você deve fazer ou como deve fazer. Com eventos você tem que ter uma visão para enxergar além daquilo que se vê, você precisa aproveitar todas as oportunidades para colocar em prática o que você deseja. E percebo isso como produtor e como DJ. Até brinco com meus amigos que só assim para os “deuses do house’’ te abençoarem (risos). Mas voltando a pergunta..o que mais houve mudança desde o começo dessa jornada, com certeza foi pessoalmente. As minhas atitudes, maturidade, e principalmente o meu ouvido. Foram muitos anos de estudo, como engenheiro de áudio, como produtor, músico e também o tempo de pista. Acontecimentos que me fizeram amadurecer muito e eu só tenho a agradecer por tudo isso. 

Em março, aconteceu o Miami Music Week, o qual nós da RADIOLA Records realizamos a Coconut Groovers dentro do evento. Você foi um dos escalados para representar o time nos EUA e de quebra fez sua estreia como DJ internacional. Conte-nos um pouco sobre como foi essa experiência para sua carreira. 

Então, o MMW em geral foi uma experiência única. Foi mais de uma semana com inúmeros eventos de gravadoras do mundo inteiro. As principais festas que peguei foram da gravadora Blu Music, da Sidney Blu, destaque para o set dela, do Serge Devant e também do Waff 

Ainda teve a festa da Incorrect Music (do Anthony Atalla), com destaque para Pirupa e Max Chapman. Detalhe que a festa acabou antes do set do Dosen pela polícia de Miami... achei que isso fosse coisa do Brasil (risos).  

Mas com certeza a melhor festa foi a Paradise do Jamie Jones na Space. O line UP foi sinistro, destaque para o set de 4 horas do Jamie Jones e depois pro b2b dele com o Luciano, que foi sinistro. Mas o que mais me impressionou foi a estrutura e a organização do club, foram 24 horas de festa e o local se mantinha impecável no som, na limpeza, na iluminação... tudo excelente. Para finalizar, fui também no Ultra. O palco da Megastructure do Carl Cox é absurdo, nunca vi algo tão “high tech” em todos os sentidos, destaque para o set do Loco Dice e do Carl Cox.  

O evento da Radiola foi irado e bem divertido, encontramos vários amigos que estavam em Miami e também contamos com a presença de brasileiros que moram lá. Nosso evento aconteceu no bairro Wynwood, famoso pelos grafites e pela arte urbana, que foi o tema da festa. 

 

Você já possui seu estúdio situado no coworking da RADIOLA a alguns anos, e recentemente foi convidado para ser residente oficial da gravadora. Além disso, você está lançando sua primeira track com o time da RADIOLA em um VA que reúne vários artistas da mesma. Como classifica esse momento para você? 

É muito massa a experiência de ter um estúdio na Radiola Rec Base. Com certeza foi o que mais me fez evoluir ao longo desses 3 anos lá. Faz um ano que estou com estúdio novo graças ao meu boss Haustuff, que montou um local com acústica impecável, que é o qual eu utilizo hoje. As coisas por aqui estão correndo muito bem, todos os DJ’s produzindo a todo instante. É até engraçado pois tem momentos na casa que estão sendo feitas 5 tracks simultaneamente. Além da troca de pacotes, plugins, experiências etc. 

Estou muito contente com a minha nova track “Fell Much Better”, vários amigos e artistas já me disseram que gostaram muito. Agradeço muito ao meu mestre Dante, que a dois anos me dá aulas de produção, muitas coisas que eu sei é graças a ele. 

Tenho outras 3 tracks que estão prontas e só esperando a resposta das gravadoras pra determinar aonde vão ser lançadas. Vem muita coisa boa por aí. 

 

Visto que tem muitas coisas novas acontecendo em sua vida profissional, sabemos que o trabalho dentro de seu estúdio está a todo vapor. Aonde busca suas inspirações e quais artistas você ouve como referência? 

Então Lara, eu gosto muito de escutar sets gravados ao vivo em clubs e festas que eu gostaria de ter ido. Além disso os podcasts, principalmente os autorais unrellesed me deixam mais curioso ainda, com destaque para o do Toman e o Chris Stussy. Existem podcasts de alguns canais que me chamam atenção também, como “Pivcast”, “Bondage Music”, os convidados do Dj Caspa no “Upfront & Personal”. Procuro sempre ficar de olho também no Beatport na parte de deep tech e deep house e no Traxsource na parte de deep house 

Gosto de acompanhar porque meu objetivo é colocar minhas tracks nesses rankings, então não tem como simplesmente ignorar. Fico sempre ligado no que a galera anda tocando também. No MMW prestava muito atenção em quais tracks os artistas estavam tocando e pra minha surpresa, uma track em especial, apareceu em dois sets lá e em 2 sets no Warung Day - “Track: KH - Only Human”. 

 

Para finalizar, a pergunta da Lara: Defina como é o Bessegato em ação. 

Eu gosto sempre de trazer novidades e mixar bastante as tracks. Por isso eu sempre analiso qual a tonalidade das tracks e procuro utilizar isso a meu favor. Acho muita prepotência quem simplesmente não dá valor para isso, pois a tonalidade em qual foi composta a música determina quais são as notas usadas. E quanto aos intervalos, é simplesmente uma questão de física, um fenômeno da natureza, assim como tem cores e texturas que enxergamos e elas claramente não combinam. Na música é a mesma coisa, só que você analisa pela audição e não pela visão.  

Efeitos como reverbflangerechospiral são meus favoritos e gosto bastante de usá-los, inclusive é bem perceptível em meus sets. Acho que a forma que eu os utilizo traz bastante da minha personalidade. Ultimamente todos meus sets contam com pelo menos duas faixas de minha autoria. Isso me traz um sentimento de autorrealização, é incrível se sentir seguro com uma track sua e poder mixar ela com tracks que você gostaria que fossem suas (risos). Bom acho que é isso, agradeço mais uma vez o convite e toda a equipe da Radiola. Nos vemos na pixxta! 

Adorei essa conversa Bessegato! E espero que todos tenham gostado, nos vemos em uma próxima?

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Beijinhos,

Lara Radiola.