Fundador da RADIOLA Records e residente oficial do Warung Beach Club, Albuquerque tem se consolidado em sua carreira como DJ e produtor musical há mais de 11 anos. Em seus sets podemos perceber grandes influências do house, tech house e progressive house, evidenciado também em suas produções dentro do estúdio no coworking da RADIOLA Records. 

Além do estilo próprio musical, Albuquerque costuma utilizar sempre um chapéu em suas apresentações, tornando isso uma característica autêntica e um diferencial do artista. Com grandes apresentações pelo Brasil e no mundo todo, é inegável que hoje o DJ é um dos mais influentes na cena eletrônica. 

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Bora conferir o papo que tivemos com ele? 

Lara: Oi Albuquerque. Obrigado por ter disponibilizado um tempinho para conversar conosco! Bom, você está sempre viajando para se apresentar em diversos lugares do mundo e com isso pode perceber e analisar como é a cena eletrônica específica de cada país. Quais são as diferenças que pode destacar em relação ao Brasil?  

Albuquerque: Sim, essa oportunidade de conhecer outras pistas e outras culturas nos faz ter uma percepção cada vez mais ampla da música. Existem diferenças entre tocar no Brasil e fora sim, mas também existe diferença entre festas aqui mesmo em Curitiba. Cada evento tem um público diferente, pois cada promoter tem um estilo, uma forma de encarar a produção do seu evento, de fazer o seu público se divertir. No Brasil eu me apresento como headliner na maioria das vezes. O público já me conhece em sua maioria então eu preciso me dedicar pra surpreender e trazer algo que seja diferente e intenso ao mesmo tempo. Na Europa por exemplo, eu sinto que posso arriscar um pouco mais. A aceitação de sons que não são necessariamente “pista” é maior que aqui. Isso é legal, me faz desenvolver outros lados da minha apresentação. Levantar a cabeça, perceber como as pessoas se movem, tudo isso me faz aprender e ter cada vez mais sensibilidade em situações diferentes.  

Quem te acompanha sabe que você tem uma longa história com a música eletrônica e já tocou em grandes palcos como The BPM Festival, Amsterdam Dance Event, Watergate, Rumors, entre tantos outros. Conte-nos qual foi a experiência que mais curtiu. 

Pra mim as datas no Warung sempre são as mais legais, é muito difícil citar uma só, já são onze anos tocando e desde 2012 fazendo essas tours representando o club fora. Fora isso uma gig inesquecível que lembro com carinho foi no hut do Sisyphos em Berlim. Lá todos os DJs tem que fazer sets de 4 horas. O club tem cinco pistas e chega a ficar 6 dias aberto, sem parar. A galera vai pra curtir mesmo e você pode tocar absolutamente tudo que quiser. Eu toquei numa sexta-feira das 4 às 8 da manhã. Foi incrível, o cenário dentro daquela cabana é surreal e o público dança muito. Com certeza foi um dos melhores sets que já fiz. 

Constantemente você divide as pickups ou produz com artistas renomados. Como é essa troca de experiências? 

É muito legal poder trocar ideia com seus ídolos. Alguns são legais e outros nem tanto, faz parte. Eu aproveito sempre pra tentar aprender algo, uma técnica ou uma dica. Afinal, nossa vida vai muito além de tocar. Temos que viajar a todo tempo e qualquer conselho que ajude na rotina é válido, por isso conhecer artistas mais experientes é sempre muito bom. A residência no Warung também me deu essa oportunidade de estar sempre entre artistas que admiro, isso me fez aprender algumas coisas mais rápido. 

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Consegue classificar algum momento crucial para sua evolução na carreira como DJ? 

Sim. Tocar em afters infinitos e conhecer minha case de ponta a ponta. Parece brincadeira, mas foi fazendo afters que aprendi mesmo a tocar nos CDJ’s. 

Recentemente você iniciou um novo projeto, em parceria com Leozinho, chamado Sonido Profundo, o qual busca entregar para o público sons mais progressivos e envolventes. Qual foi a origem dessa ideia? 

Eu comecei a frequentar o Warung e a entender mais sobre música eletrônica por volta de 2008. Nessa época os artistas que vinham pro club eram da linha de house progressivo. Nós não perdíamos um, de verdade. Vimos várias vezes SashaDigweed, Danny Howells, 16 Bit LolitasElkee Kleijn, Ricky Ryan. O Leozinho já era residente nessa época e eu o via tocando essa linha também. Nós nos tornamos muito amigos nos últimos anos e estamos sempre trocando ideias sobre sons e produzindo juntos. Quem é mais próximo de mim sabe o quanto eu gosto de melodias, pra mim o “high end” da música eletrônica está no progressive house, por isso começamos esse selo de festas voltado pra esse som. Chamei o Léo pra tocar em praticamente todas as edições e ele curtiu, se envolveu com a festa. Aí conversamos e resolvemos unir forças. Pra mim é muito legal porque posso tocar um som diferente do habitual e isso é muito prazeroso pra mim, além de trazer artistas que eu gosto como Marcelo Vasami, Danny Howells e poder dividir a cabine com meu amigo Leozinho. 

 

Para finalizar, a pergunta da Lara:  Defina como é o Albuquerque em ação. 

Chama no groove e não decepciona! ;) É isso o que eu escuto por aí. 

Uau! Que irado foi conhecer um pouquinho mais desse grande artista! Espero que tenham curtido e até a próxima.

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Lara Radiola.